É a pergunta que mais ouvimos — e a resposta honesta é: depende do que existe e do que quer fazer. Dois apartamentos com a mesma área podem ter custos muito diferentes. Em vez de um número de «euros por metro quadrado» que raramente corresponde à realidade, explicamos o que faz variar o preço e como comparar orçamentos.
1. O estado do apartamento e do prédio
É o fator que mais pesa e o que mais surpresas dá.
- Prédios antigos (pombalinos, gaioleiros, de placa) podem ter madeiras degradadas, pavimentos desnivelados ou paredes com problemas que só aparecem depois das demolições. Saiba mais no nosso guia sobre obras em prédios antigos de Lisboa.
- Humidades — capilaridade, infiltrações ou condensação — têm de ser resolvidas antes dos acabamentos.
- O estado das partes comuns (elevador, escada, acessos) influencia a logística.
Por isso fazemos sempre uma visita técnica antes de orçamentar.
2. Redes de água, esgotos e eletricidade
Num apartamento com instalações antigas, renovar as redes é quase sempre o investimento mais importante — e o que menos se vê no fim. Canalizações antigas em ferro galvanizado, quadros elétricos desatualizados ou circuitos sem terra são comuns. Uma remodelação que só troca acabamentos sobre redes antigas arrisca problemas pouco tempo depois.

3. Cozinha e casas de banho
São as divisões com mais trabalhos por metro quadrado: canalização, eletricidade, impermeabilização, revestimentos, louças, torneiras, móveis e eletrodomésticos. O número de casas de banho e o tipo de cozinha mudam muito o valor total.
4. Mexer ou não mexer na planta
Manter as divisões é mais simples. Abrir a cozinha para a sala, mudar casas de banho de sítio ou redistribuir quartos implica mais demolições, novas redes e, se tocar em paredes estruturais, projeto e eventualmente passar pela câmara. Veja o guia Preciso de licença para fazer obras em casa?.
5. A gama dos materiais
Pavimentos, cerâmicos, louças, torneiras, carpintarias e caixilharias existem em gamas muito diferentes. A mesma obra pode variar bastante só pela escolha de materiais. Um bom orçamento indica a gama prevista e separa o que é escolha do cliente.
6. Logística em Lisboa
Em Lisboa há custos que não existem noutras zonas: ruas estreitas, estacionamento difícil, licença de ocupação da via pública para o contentor, prédios sem elevador e horários de cargas e descargas. Num 4.º andar sem elevador, só a remoção de entulho e a subida de materiais têm um peso real.
7. O IVA
Muitas obras em habitação podem ter IVA a 6% em vez de 23%, mas há regras, como o limite de 20% de materiais. Explicamos tudo em IVA a 6% em obras de remodelação.
Como comparar orçamentos
Um orçamento barato que não inclui metade da obra sai caro. Ao comparar, verifique:
- se está organizado por áreas e trabalhos, com quantidades e unidades;
- se inclui demolições, remoção de entulho e licenças de ocupação da via pública;
- se as redes de água e eletricidade estão incluídas ou não;
- a gama dos materiais e o que fica por conta do cliente;
- a taxa de IVA de cada trabalho;
- o prazo e a forma de pagamento.
Os nossos orçamentos são feitos assim — por áreas, com cada trabalho descrito — para que saiba exatamente o que está a pagar. Durante a obra, os trabalhos executados são medidos em autos e qualquer alteração é acordada antes de avançar. Veja como em Como pagar uma obra com segurança.
Resumo
O custo de uma remodelação depende sobretudo do estado do imóvel, das redes, da cozinha e casas de banho, das alterações à planta, dos materiais, da logística e do IVA. A forma mais segura de saber o valor é uma visita técnica e um orçamento detalhado.
Peça uma visita e um orçamento sem compromisso para a sua remodelação em Lisboa.

