Janelas novas: como escolher caixilharia e vidro para a sua casa

Alumínio, PVC ou madeira, vidro duplo e montagem: o que avaliar ao trocar as janelas de casa em Lisboa para ganhar conforto e poupar energia.

7 de novembro de 2026 · 6 min de leitura
Janelas novas: como escolher caixilharia e vidro para a sua casa
Foto: EVG Photos / StockSnap (CC0)

Trocar as janelas é uma das obras que mais se sente no dia a dia. Menos frio no inverno, menos calor no verão, menos barulho da rua. Mas há muitas opções e é fácil escolher mal.

Neste guia explicamos o que avaliar antes de decidir. Serve para quem vive num prédio antigo em Lisboa, num apartamento dos anos 80 na Amadora ou numa moradia em Sintra ou Cascais.

Porque vale a pena trocar as janelas

Numa casa, as janelas são muitas vezes o ponto mais fraco do isolamento. Um vidro simples ou uma caixilharia que fecha mal deixam passar ar, calor e ruído.

Os sinais mais comuns de que está na altura de trocar:

  • Sente correntes de ar com as janelas fechadas.
  • Aparece condensação nos vidros e bolor nos cantos das janelas.
  • Os caixilhos estão empenados, podres ou já não fecham bem.
  • O barulho da rua entra como se a janela estivesse aberta.
  • A casa aquece muito no verão nas divisões viradas a sul ou poente.

Se o problema for sobretudo humidade, vale a pena perceber primeiro a causa. Explicamos isso no artigo sobre humidade em casa. Janelas novas e mais estanques reduzem as entradas de ar. Por isso, a ventilação da casa também tem de ser pensada.

Alumínio, PVC ou madeira: o material do caixilho

Não há um material melhor para todos os casos. Cada um tem vantagens.

Alumínio

  • Resistente, com pouca manutenção e perfis finos, que deixam passar mais luz.
  • Para isolar bem, deve ter corte térmico: uma barreira no interior do perfil que impede o frio de passar de fora para dentro.
  • Sem corte térmico, o alumínio conduz muito o frio e o calor.

PVC

  • Isola muito bem, tanto do frio como do ruído.
  • Precisa de pouca manutenção.
  • Os perfis costumam ser mais largos, o que reduz um pouco a área de vidro.

Madeira

  • Boa a isolar e muito bonita, sobretudo em prédios antigos.
  • Precisa de manutenção regular, como lixar e envernizar ou pintar.
  • Em edifícios com valor patrimonial, pode ser a opção mais adequada ou até a exigida.

Há também soluções mistas, como madeira por dentro e alumínio por fora. Juntam o aspeto da madeira com menos manutenção no exterior.

O vidro conta tanto como o caixilho

Muita gente escolhe o material do caixilho e esquece o vidro. O vidro ocupa a maior parte da janela e pesa muito no resultado final.

  • Vidro duplo: duas lâminas com uma câmara de ar ou gás no meio. É hoje a base para quem quer conforto.
  • Vidro de baixa emissividade: tem um tratamento que ajuda a manter o calor dentro de casa no inverno.
  • Vidro de controlo solar: útil em fachadas muito expostas ao sol, para a casa não aquecer tanto no verão.
  • Vidro acústico ou laminado: indicado para ruas com muito trânsito, perto de linhas de comboio ou do aeroporto.
  • Vidro triplo: isola mais, mas é mais pesado. No clima de Lisboa nem sempre compensa. Depende da casa e da exposição.

O vidro certo depende da orientação de cada fachada. A mesma casa pode ter vidros diferentes a norte e a sul.

Tipo de abertura, estores e caixas

O tipo de abertura muda a vedação e o uso do espaço.

  • Batente: costuma vedar melhor. Abre para dentro e ocupa espaço junto à janela.
  • Oscilobatente: abre em batente ou inclina no topo para arejar com segurança.
  • Correr: não ocupa espaço, é prático em varandas, mas tende a vedar menos que o batente. Os sistemas elevatórios melhoram isto.

Não esqueça os estores. Uma caixa de estore antiga e sem isolamento deixa passar frio e ruído, mesmo com uma janela nova. Se vai trocar as janelas, é boa altura para isolar ou substituir as caixas.

A montagem faz a diferença

Uma janela de boa qualidade mal montada funciona mal. A instalação é tão importante como o produto.

Numa boa montagem verificamos:

  1. O estado do vão: padieiras, peitoris e paredes à volta.
  2. A medição rigorosa de cada vão, que nos prédios antigos raramente é igual.
  3. A fixação e a vedação entre o caixilho e a parede, para não entrar água nem ar.
  4. O peitoril e a pingadeira, para a água da chuva escorrer para fora.
  5. Os acabamentos interiores: reboco, pintura e remates.

Quando a troca de janelas faz parte de uma intervenção maior na fachada ou no isolamento, faz sentido tratar tudo em conjunto. Veja o nosso serviço de fachadas e isolamento.

Condomínio, câmara e etiqueta energética

Antes de encomendar, confirme algumas regras.

  • Condomínio: as janelas fazem parte da imagem da fachada. Mudar a cor, o material ou o desenho pode precisar de autorização do condomínio. Explicamos isto em obras na fachada e partes comuns.
  • Câmara Municipal: em zonas históricas, imóveis classificados ou áreas de proteção pode haver regras próprias. Em Lisboa, isto é comum nos bairros antigos. Confirme sempre com a câmara antes de avançar. Temos um guia sobre licenças para obras em casa.
  • Etiqueta energética: existe em Portugal um sistema de etiquetagem energética de janelas, o CLASSE+, gerido pela ADENE. Ajuda a comparar o desempenho de diferentes janelas.
  • Apoios: de tempos a tempos há programas públicos de apoio à eficiência energética que incluem janelas. As regras e os prazos mudam com frequência. Confirme no site do Fundo Ambiental ou com o seu contabilista.

Como pedir e comparar orçamentos

Para comparar propostas de forma justa, peça que cada uma diga claramente:

  • O material e a série do caixilho.
  • A composição do vidro.
  • O tipo de abertura de cada janela.
  • Se inclui estores, caixas de estore e redes mosquiteiras.
  • Se inclui remoção das janelas antigas, montagem, vedação e acabamentos.
  • As garantias do produto e da instalação.

O preço depende do número e tamanho dos vãos, do material, do vidro, do acesso ao prédio e do estado das paredes. Uma proposta mais barata pode deixar de fora os remates. No fim, isso sai caro.

Resumo

  • Trocar as janelas melhora o conforto térmico e acústico e ajuda a poupar energia.
  • Escolha o caixilho em função da casa: alumínio com corte térmico, PVC ou madeira.
  • O vidro deve ser pensado para cada fachada, conforme o sol e o ruído.
  • A montagem é decisiva: medição, vedação e remates bem feitos.
  • Confirme as regras do condomínio e da câmara antes de encomendar.

Na SANDRO projetamos, executamos e entregamos a substituição de janelas em Lisboa e arredores, e acompanhamos a obra do início à entrega. Se quer trocar as janelas da sua casa, peça um orçamento.

Perguntas frequentes

Posso trocar as janelas sem obras grandes em casa?

Na maioria dos casos, sim. A troca faz-se vão a vão e exige sobretudo remates à volta da janela. Se o vão estiver degradado, pode ser preciso reparar a parede antes.

Preciso de autorização para mudar as janelas de um apartamento?

Se mudar o aspeto da fachada, como a cor, o material ou o desenho, pode precisar de aprovação do condomínio. Em zonas históricas ou imóveis protegidos, confirme também com a câmara municipal.

Alumínio ou PVC: qual isola melhor?

O PVC isola muito bem por natureza. O alumínio com corte térmico também pode ter bom desempenho. O vidro e a montagem pesam tanto como o material do caixilho.